O dia 26 de maio é marcado como o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, uma doença degenerativa do nervo óptico que, se não for tratada adequadamente, pode levar à cegueira.
O glaucoma pode não apresentar sintomas que são significativos no estágio inicial, por isso as consultas de rotina são importantes na hora de auxiliar o paciente a impedir a progressão da doença.

 

Para a oftalmologista Kassandra Costa Chaves, especialista em glaucoma, a doença tem alguns principais fatores de risco. “São muitos os fatores que podem ser observados, como o histórico familiar, pessoas que sofreram lesões físicas no olho, alto grau de miopia, diabetes e hipertensão arterial, bem como etnia e pessoas acima de 40 anos, além de outros fatores de risco relacionados ao olho”, pontuou a oftalmologista.

 

Kassandra Costa Chaves ressaltou que o primeiro passo na consulta oftalmológica é uma boa anamnese, que é uma entrevista do paciente que busca sua história de saúde clínica, oftalmológica e história familiar. Dois sinais iniciais ao realizar exame oftalmológico merecem atenção, a pressão intraocular acima da média e alterações do nervo óptico ao exame de fundo de olho, para assim ser necessário exames complementares.

 

O glaucoma não tem cura, mas a pressão intraocular pode regredir e fazer com que o ritmo da doença seja diminuído. Os tratamentos indicados são o medicamentoso com colírios, a laser e cirurgias. “Embora esses tratamentos possam prevenir a perda irreversível da visão, eles não revertem os danos já causados pelo glaucoma, por isso o diagnóstico e tratamento precoce são de grande importância”, finalizou a médica.