Durante todo o mês de junho acontece a campanha “Junho Violeta” para promover a conscientização e prevenção contra o Ceratocone. A doença afeta a estrutura da córnea, uma  camada transparente que cobre a frente do globo ocular, deixando ela mais fina e pontuda. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a cada 100.000 pessoas no mundo, de 4 a 600 delas desenvolvem o ceratocone.

A oftalmologista Natália Brandão, especialista em córnea e catarata, alerta que a doença é bastante comum e ocorre, geralmente, na puberdade, na maioria das vezes entre os 13 e 18 anos de idade, progride em aproximadamente seis a oito anos e, depois, tende a permanecer estável. “O ceratocone pode ser causado por diversos fatores, tanto genéticos, quanto ambientais. O simples ato de coçar os olhos pode levar o desencadeamento da doença”, alerta.

De acordo com a especialista, visão embaçada, sensibilidade à claridade e visão dupla são sintomas da doença. “O tratamento de ceratocone depende muito do estágio em que ele é diagnosticado. Por exemplo, em casos mais graves, é preciso o transplante de córneas, contudo, em casos mais leves é preciso o uso de lentes de contato ou implante do anel intracorneano. Por isso é imprescindível ir ao oftalmologista regularmente”, explica Natália Brandão.

Iane Leal, assessora de comunicação, possui Ceratocone e descobriu a doença aos 23 anos. “Os meus cuidados com os olhos redobraram principalmente no momento de pandemia, como uso lentes de contato, tem todo um cuidado com a limpeza na hora de manusear, além de usar o produto específico para lente. Minha vida mudou completamente a partir do momento em coloquei as lentes de contato pela primeira vez, foi uma emoção ver com clareza”, ressalta Iane Leal